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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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MEI e Imposto de Renda: entenda as regras para a declaração da pessoa física

Separação entre CNPJ e CPF, rendimentos isentos e tributáveis e obrigações acessórias são fundamentais para evitar problemas com a Receita Federal

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MEI e Imposto de Renda: entenda as regras para a declaração da pessoa física
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O Microempreendedor Individual (MEI) é enquadrado juridicamente como uma microempresa, mas isso não significa que suas obrigações fiscais se confundem com as do titular enquanto pessoa física. Na prática, é essencial separar o que pertence ao CNPJ do MEI e o que diz respeito ao CPF do empreendedor, especialmente quando se trata da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF).

O MEI possui personalidade jurídica própria, com receitas e deveres distintos daqueles do seu titular. Dessa forma, a renda obtida pela empresa não se mistura automaticamente aos rendimentos da pessoa física. Essa distinção é fundamental para entender quando o empreendedor estará obrigado a declarar o imposto de renda.

Mesmo com um regime simplificado, o MEI precisa cumprir obrigações formais. A principal é a Declaração Anual Simplificada (DASN-Simei), que deve ser enviada até o fim de maio de cada ano, informando o faturamento bruto, a parcela sujeita ao ICMS (quando houver) e a existência de empregado. Além disso, o microempreendedor deve manter o Relatório Mensal de Receitas Brutas, preenchido até o dia 20 do mês seguinte, acompanhado dos documentos fiscais que comprovem receitas e despesas.

Ser MEI, por si só, não obriga a entrega da DIRPF. A obrigatoriedade segue as mesmas regras aplicáveis a qualquer pessoa física residente no Brasil. O contribuinte deve declarar caso se enquadre em critérios como recebimento de rendimentos tributáveis acima do limite anual, rendimentos isentos acima do permitido, ganho de capital, operações em bolsa ou posse de bens acima do limite legal.

Há também situações de dispensa, como quando os bens são declarados pelo cônjuge ou quando a pessoa figura apenas como dependente. Ainda assim, a entrega pode ser feita de forma facultativa, desde que não haja duplicidade de vínculo como titular e dependente.

Os rendimentos recebidos pelo titular do MEI podem ser classificados em duas categorias: isentos e tributáveis. Os lucros distribuídos pela empresa, desde que não sejam pró-labore, aluguéis ou prestação de serviços, são considerados isentos, respeitando limites de presunção: 8% da receita bruta para comércio e indústria e 32% para prestação de serviços. Valores acima desses percentuais só podem ser considerados isentos mediante comprovação contábil.

Já os valores retirados além do lucro isento permitido são considerados rendimentos tributáveis e devem seguir a tabela progressiva do imposto de renda. A ausência de controle financeiro e documental pode levar a Receita Federal a presumir uso pessoal dos recursos, resultando em tributação.

A correta separação entre empresa e pessoa física é indispensável para o cumprimento das obrigações fiscais do MEI. Apesar da simplicidade do regime, a falta de organização pode gerar tributação indevida e problemas com o Fisco. Manter registros atualizados e compreender as regras é essencial para evitar complicações.

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