Web Radio Cidade

Segunda-feira, 02 de Marco de 2026

Papo De Especialista

Médica veterinária Letícia Wazny Silveira Alvares alerta para riscos das pulgas e reforça importância da prevenção o ano todo

Profissional da clínica Patas & Cia explica que 95% das pulgas estão no ambiente e destaca que o controle deve envolver todos os animais

Web Rádio Cidade
Por Web Rádio Cidade
Médica veterinária Letícia Wazny Silveira Alvares alerta para riscos das pulgas e reforça importância da prevenção o ano todo
Clínica Patas & Cia
IMPRIMIR
Espaço utilizado para comunicação de erro nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

A médica veterinária Letícia Silveira, da clínica Patas & Cia, chama atenção para um problema recorrente nos atendimentos diários: a infestação por pulgas e as consequências para a saúde dos pets. Segundo ela, além das lesões causadas pelas picadas, os ectoparasitas também podem transmitir doenças e provocar reações alérgicas severas.

De acordo com a veterinária, o primeiro passo para um controle eficaz é entender o ciclo da pulga. “A pulga está no animal apenas para se alimentar. Ela vive, na maior parte do tempo, no ambiente. Estudos indicam que apenas 5% das pulgas estão no animal e 95% estão no ambiente”, explica.

Quando sobem no pet para se alimentar de sangue, as pulgas liberam saliva na pele, o que pode desencadear a chamada Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP), uma das principais queixas nas clínicas veterinárias. Após a alimentação, elas retornam ao ambiente e podem colocar cerca de 20 ovos por dia, dando continuidade ao ciclo que envolve ovos, larvas e pupas.

A profissional compara a fase de pupa a uma lagarta que se transforma em borboleta. “Ela escolhe o momento ideal para eclodir, geralmente no verão, quando há mais calor e facilidade de alimentação. Por isso, muitas pessoas acham que não há pulgas no inverno, mas no verão ocorre um ‘estouro’ da infestação”, alerta.

Controle precisa ser coletivo e ambiental

Letícia reforça que o tratamento deve ser feito em todos os animais que convivem no mesmo ambiente. “Não adianta medicar apenas um cachorro se existem outros no local. Se algum animal não estiver protegido, as pulgas continuarão se alimentando e o ciclo não será interrompido”, destaca.

Os medicamentos anti pulgas deixam o sangue do animal contaminado para as pulgas, eliminando quando elas se alimentam. No entanto, como grande parte do problema está no ambiente onde podem existir ovos, larvas e pupas  também é fundamental adotar medidas de limpeza e controle ambiental.

Prevenção é o melhor caminho

A veterinária orienta que a profilaxia deve ser feita durante todo o ano, especialmente nos meses mais quentes, como primavera e verão. Existem produtos com diferentes durações  30, 35, 45 dias ou até períodos mais longos e a escolha deve ser feita com orientação profissional.

Entre as opções estão comprimidos, coleiras e pipetas. Algumas pipetas também possuem ação repelente contra mosquitos e flebótomos, insetos relacionados à transmissão da leishmaniose. Embora a doença não seja comum na região, o controle é considerado importante.

Riscos à saúde dos animais

Além da alergia, as pulgas podem transmitir hemoparasitas  protozoários que afetam o sangue  causando anemia, fraqueza, inapetência e outros problemas de saúde. Em casos de dermatite alérgica, os animais podem apresentar lesões intensas, que exigem tratamento com antibióticos, anti-inflamatórios e outros medicamentos.

A recomendação final da profissional é clara: prevenir é sempre mais simples e menos custoso do que tratar as complicações de uma infestação já instalada.

A Patas & Cia está localizada na Avenida JK, em frente ao SENAI. Para mais informações, entre em contato pelos números:

  • Clínica: (49) 3544-1343
  • WhatsApp da Dra. Letícia: (49) 99932-6323
  • Plantão 24h: (49) 99143-7450
FONTE/CRÉDITOS: Clínica Patas & Cia
Comentários:
Web Rádio Cidade

Publicado por:

Web Rádio Cidade