A Associação Camponovense de Apoio aos Deficientes Auditivos e Visuais (ACADAV) deu início, nesta quinta-feira (30/04), a mais uma etapa do projeto “Faça-se Inclusão”, uma iniciativa que busca promover a acessibilidade e ampliar a comunicação entre pessoas cegas, surdas e a comunidade em geral por meio da educação e da tecnologia.
A ação, que já havia sido desenvolvida com alunos da rede municipal no segundo semestre de 2025, agora contempla estudantes das escolas estaduais. O primeiro encontro de 2026 reuniu alunos da Escola Gasparino Zorzi, que participaram de atividades práticas voltadas ao aprendizado de Libras (Língua Brasileira de Sinais), Braille, audiodescrição e legendagem.
De acordo com o professor Célio Barbosa, o principal objetivo do projeto é a produção de conteúdos digitais acessíveis. “A proposta é que os alunos aprendam e utilizem recursos como Libras, Braille, audiodescrição e legenda para produzir conteúdos inclusivos, promovendo o acesso de pessoas cegas e surdas às mídias digitais e às redes sociais”, destacou.
O projeto conta com apoio financeiro do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), por meio do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, além da parceria com o Poder Público Municipal de Campos Novos. Os recursos viabilizaram a aquisição de equipamentos como microfones e materiais de projeção, além de um totem utilizado para apresentações e atividades práticas.
Para a estudante Ana Clara, participante do projeto, a experiência representa uma oportunidade de aprendizado e empatia. “É muito importante, porque muitas vezes a gente não sabe como se comunicar ou ajudar uma pessoa surda ou cega. Aqui estamos aprendendo isso, o que faz toda a diferença no dia a dia”, afirmou.
A professora Renata Pinheiro, da ACADAV, reforça que a iniciativa vai além do ensino técnico. “É um trabalho de construção social. A inclusão começa dentro de cada um de nós, e esse contato com os alunos fortalece esse processo. Eles chegam curiosos, às vezes inseguros, mas logo passam a fazer parte dessa grande família”, explicou.
Com duração de dois anos, o projeto “Faça-se Inclusão” prevê a continuidade das atividades sem interrupções durante períodos de recesso escolar, ampliando gradativamente o número de participantes e fortalecendo a cultura da inclusão no município.
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