O comparecimento às urnas pode ser utilizado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para comprovar que aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais continuam vivos e, assim, manter os pagamentos.
Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, os dados do comparecimento eleitoral são enviados ao INSS e utilizados automaticamente no processo. “Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada”, explica.
A prova de vida atualmente é feita, preferencialmente, por meio do cruzamento de dados de diferentes órgãos públicos. A mudança busca reduzir a necessidade de comparecimento presencial, especialmente para idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.
A votação nas eleições está entre os eventos considerados pelo INSS para a comprovação de vida. Dessa forma, quem comparecer às urnas no domingo, dia 4, não precisa realizar uma nova prova de vida por outro meio por causa dessa exigência.
Cruzamento de dados
Para quem não comparecer às urnas, o INSS continua realizando automaticamente a verificação por meio do Siris (Sistema de Informações de Registro de Interações Sociais). A plataforma cruza informações de diferentes bases do governo, como emissão de documentos, atendimentos e outras movimentações registradas.
O beneficiário só precisa tomar alguma providência caso o INSS não encontre nenhuma informação capaz de confirmar sua vivacidade.
Dados de 2024
Em 2024, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou eventos eleitorais relacionados a 20.957.288 beneficiários. O cruzamento dessas informações contribuiu para a atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida.
Atualmente, o procedimento alcança cerca de 40 milhões de beneficiários ativos do INSS, entre aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais.
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